Embaixador Marcos Barrica recebe Delegado da CASA-CE

Audiência com Delegação da CASA-CE Portugal 20.02.2014 001O Embaixador, José Marcos Barrica recebeu em audiência, nesta quinta-feira, nas instalações da Embaixada de Angola em Portugal, António Correia, delegado da CASA-CE em Portugal, com quem analisou aspectos ligados a actual situação dos cidadãos angolanos residentes em Portugal.

O encontro de cortesia, que durou cerca de uma hora, “vem na sequência de uma recomendação do nosso Partido com vista a estreitarmos os nossos laços de cooperação com o Mais alto Representante do nosso País em Portugal”, disse António Correia.

“Foi bom encontrar-me com o Embaixador, por estar a frente da Embaixada, para a resolução de algumas questões ligadas às nossas comunidades”, asseverou.

Foi ocasião, disse, para a apresentação ao senhor Embaixador de algumas questões relativas “aos problemas dos nossos concidadãos e irmãos, face a crise que se vive no País acolhedor”.

“O Embaixador comunga as nossas ideias, que consistem em “trabalharmos todos juntos no sentido de tentar atenuar os problemas que mais afligem as nossas comunidades”, enfatizou.

António Correia disse que a “maioria dos angolanos está determinada a trabalhar e desenvolver o país”, assim como o seu Partido.

O delegado da CASA-CE levantou questões ligadas a “algumas dificuldades que ainda persistem” na obtenção de documentos nacionais como bilhetes de identidade e passaportes, bem como o voto no exterior.

Quanto aos documentos, o Embaixador transmitiu ao Representante da CASA-CE, os esforços do Executivo tendentes a resolução desta situação, acrescentando que “está-se a trabalhar no sentido de se ultrapassar este problema e “tenho a convicção de que brevemente se resolverá”.

Quanto ao voto no exterior, José Marcos Barrica, remeteu esta questão à Constituição da república e a lei, que estabelecem o direito de voto a “cidadãos nacionais maiores de dezoito anos de idade residentes no território nacional, considerando-se igualmente como tal os cidadãos angolanos residentes no estrangeiro por razões de serviço, estudo, doença ou similares”. Só uma revisão constitucional poderá resolver esta situação, disse, Marcos Barrica.

O embaixador apelou ao delegado da CASA-CE a incentivar o diálogo e a compreensão no seio das comunidades. “Vós os jovens, representantes políticos e demais associações, devem ser acima de tudo um veículo de transmissão das grandes realizações do País e devem promover uma boa imagem de Angola”, rematou.

António Correia reconheceu que se trabalha, apesar de haver ainda muito por se fazer para o desenvolvimento do País.

Os dois interlocutores reconheceram também haver ainda dificuldades, decorrentes da própria situação de guerra e destruição que o País viveu durante cerca de três décadas, mas que muito já foi feito, salientaram.

“São notórios, os esforços de reconstrução nacional”, concluiu o delegado da CASA-CE em Portugal, António Correia.

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